O QUEBRA-CABEÇA (DA HISTÓRIA) DO REGGAE.


A vida das pessoas não é linear... Quando juntas, a vida das pessoas faz a história... Por isso, a história tabém não é linear.
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A vida é uma seqüência de decisões, pessoais ou coletivas. Algumas decisões que influenciam nossas vidas são tomadas sem que estejamos presente, sem que tenhamos dado a nossa opinião.
Seguidas as orientações, percorrido os caminhos, só então podemos conhecer as conseqüências de tais atos.
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Estas coisas aconteceram com a vida das pessoas que fizeram e fazem a história do reggae em Belém e no Pará.
Alguns destes personagens continuam entre nós...
Penso ser importante juntar estes “pedaços” para alcançarmos a visão do “todo”.
Lembranças de fatos e de fotos vão ajudar bastante.
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A criação deste espaço é um convite ao compartilhamento do que “temos e do que sabemos”.
Quem ganhará com isto?
Minha resposta é: todas as pessoas interessadas em conhecer a “verdade”. A verdade que pode ser construída a partir da solidariedade de informações. Ganham todas as pessoas que já estão no reggae e as que estão chegando.

Vida longa ao reggae. JAH LIVES!

Alberdan Batista

sábado, 19 de abril de 2008

Sobre reggae

Sobre o reggae... eu vejo reggae por todo lado, tá nos sons que eu escuto, tá no balanço do andar, meu e das outras pessoas, tá nos sorrisos que encontro, nos abraços que distribuo (e necessito tanto para continuar a viver)... Mas o reggae está, principalmente, na minha cabeça e no bater do coração.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Participações no Programa Cultura Reggae da Rádio Cultura do Pará.



Falar de reggae é falar principalmente da Jamaica e de Bob Marley.
De um modo geral conhece-se mais sobre Bob que sobre a Jamaica. Mas é certo que entre o país e o personagem, existe uma profunda ligação, de difícil separação.
Como se chegou a isso, é que “são elas”.
Hoje Bob Marley é conhecido como “O rei do Reggae”, na Jamaica e no mundo, mas até que isso acontecesse “muita água passou por baixo da ponte”.
São muitas as opiniões e compreensões sobre esta relação. Penso que uma das grandes contribuições dos programas de reggae é justamente esta.
Alguns têm mais possibilidade que outros, por características próprias... Compreendo que o Programa Cultura Reggae, da Rádio Cultura é o que mais pode contribuir neste sentido.
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A partir de um convite da produção, tenho participado de alguns programas e procurado dar minha contribuição.
O que tenho dito é uma parte das "muitas partes" que outras pessoas podem dizer.
Acredito que é com a soma "das verdades de cada um" que construiremos “a nossa verdade coletiva.”
Tenho grande esperança de que continuemos a compartilhar o que temos e sabemos.
Que nosso lema continue a ser de avançar, sempre juntos.
Alberdan Batista

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Bob Marley: um homem e muitas lendas.



Quando uma lenda cresce mais que a história, geralmente prefere-se ficar com a lenda.
Sobre o surgimento do movimento musical “reggae” e seus principais personagens, as lendas são muitas, principalmente sobre Bob Marley e os Weilers.
Estas lendas já fizeram e fazem "estória", mas é importante conhecer a história destas lendas.
Ai reside uma das dificuldades: reconhecer o quê são fatos e o que são “feitos” (fofoca, invencionice).
Minhas participações no Programa Cultura Reggae tem buscado contribuir neste sentido...
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No programa do dia 15 dezembro de 2007, falei sobre o lançamento nas bancas do DVD “CATCH A FIRE”, (que está) repleto de informações sobre a construção do disco, gravado na Jamaica e finalizado em Londres.
Além de muitos depoimentos, podemos ouvir a gravação original e o que foi acrescido no estúdio por músicos e técnicos.
É uma edição especial da Revista BIZZ e está sendo vendido ao preço de R$ 9,90.
É mais uma contribuição para a compreensão sobre a história do reggae e do Mestre BOB MARLEY.
Quem tiver a grana e encontrar o DVD pode comprar que não vai se arrepender.

Alberdan Batista

SOBRE O REGGAE EM BELÉM (uma opinião).


Em Belém, a maneira como as pessoas se relacionam com o reggae depende da quantidade e da qualidade das informações que chegam até elas.

Depende também do nível de interesse em buscar estas informações.

Depende ainda do que elas acreditam e buscam na vida.

Estas e outras razões é que faz com as pessoas que moram nesta cidade tenham uma opinião tão diversificada sobre o assunto.

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Para muitos o reggae é só uma música, como muitas outras músicas, ou ainda “só mais uma música”.

Para outros é uma música que se dança, como as outras danças, que tem ritmo e sensualidade.

Há ainda os que somam a música e dança, um estilo de se vestir, como uma afirmação pelo gosto despojado.

Para mim reggae pode ser tudo isso, mas é muito mais.

Para mim os elementos que compõem a cultura reggae, podem ser manifestos numa atitude diante da vida, que expressem um comportamento social e que orientam a caminhada do dia-a-dia.

Penso que para se chegar a isso é preciso perceber o reggae como uma filosofia de vida, que busca conhecer o passado, compreender o presente e agir para influenciar o futuro.

Isso pode se tornar uma atividade prazerosa, se buscado coletivamente.

Penso que os movimentos culturais podem aproximar aqueles que estão nessa busca.

Alberdan Batista

quinta-feira, 5 de julho de 2007

SOBRE MÚSICA

OPINIÃO DE NARA

Texto extraído do LP “Opinião de Nara”, da cantora Nara Leão, com as músicas do Show Opinião, com letras e músicas de Zé Kéti, João do Vale e Sérgio Ricardo.

Este disco nasceu de uma descoberta, importante para mim: a de que a canção popular pode dar as pessoas algo mais que distração e o deleite. A canção popular pode ajudá-las a compreender melhor o mundo onde vivem e se identificarem num nível mais alto de compreensão.
A música popular é um dos mais amplos modos de comunicação que o próprio povo criou, para que as pessoas contassem umas as outras, cantando, sua experiências, suas alegrias e tristezas.
É fato que na maioria dos casos, esses sentimentos se referem a situações individuais, a que os compositores conseguem dar amplitudes. Mas existem outros problemas, outras tristezas e outras alegrias, não menos profundas e não menos ligadas a vida de todos os dias. E os compositores como João do Vale, Zé Kéti ou Sérgio Ricardo, entre outros, falam dessas coisas. Eles revelam que além do amor e da saudade pode o samba cantar a solidariedade, à vontade de uma vida nova, a paz e a liberdade. E quem sabe se, cantando essas canções, talvez possamos tornar mais vivos na alma do povo, idéias e sentimentos que os ajudem a encontrar, na dura vida, o seu caminho.